Em uma década, a reciclagem de garrafas pet no Brasil triplicou. Agora, além de abastecer o mercado interno, o plástico reaproveitado nacional está ganhando espaço no mercado internacional.
As garrafas pet que saem caro à paisagem das grandes cidades são as mesmas que viram dinheiro em fábricas de reciclagem, onde as máquinas trituram o desperdício, removem a sujeira e devolvem à sociedade mais do que pedaços de plástico.
Quando não recicladas, as garrafas PET levam ao menos cem anos para serem absorvidas pelo meio ambiente.
Exportação
O alívio para o meio ambiente é também sinônimo de lucro para empresas que exportam a produção. Segundo um empresário do setor, a principal aplicação para o produto está na indústria têxtil.
As garrafas pet viram fibra para a indústria têxtil da Europa e da América do Sul em uma empresa do interior de São Paulo. Como o custo de produção é menor, o pet reciclado custa menos do que o original. Hoje, a diferença chega a 20%.
Essa vantagem para a indústria que usa a matéria-prima é o que explica a expansão da reciclagem de pet no Brasil. Foram 194 mil toneladas em 2006. Em dez anos, a taxa de reaproveitamento passou de 16% para 51%.
Comparação
Hoje, o Brasil recicla 51% das garrafas pet produzidas, bem perto do nível de países como Japão (62%) e Alemanha (60%) e à frente de Argentina (27%) e EUA (23%).
Entretanto, a quantidade reciclada pode ser maior. E os ambientalistas lembram que para isso as prefeituras precisam aumentar a coleta seletiva.
É um mercado que esta crescendo, mas precisa de incentivo. Depende do consumidor separar e depende de empresários verem que isso é ramo bom ser seguido, diz o ambientalista César Pegoraro.
fonte: www.opopular.com.br
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