Reciclagem de plásticos de resíduos domésticos: problemas e soluções

Este trabalho tem como objetivo analisar as principais dificuldades envolvidas na coleta seletiva e reciclagem de plásticos provenientes de resíduos sólidos domésticos e propor formas de enfrentamento da questão. Para tal, busca reunir informações sobre o estado-da-arte da reciclagem de plásticos de resíduos sólidos domésticos como parte do sistema de gerenciamento de resíduos no Brasil e no Exterior. A análise das questões é feita em quatro dimensões: meio ambiente, tecnologia, economia e institucional, concentrando-se nos aspectos organizacionais da coleta seletiva, nas relações entre os atores e instituições envolvidos e assim destacando os aspectos que podem contribuir positiva ou negativamente para a reciclagem deste material e conseqüente redução do espaço ocupado nos aterros sanitários. Os dados foram coletados através de pesquisa bibliográfica e de uma série de entrevistas realizadas com atores sociais envolvidos nesta atividade. Conclui apresentando sugestões de ações necessárias em termos de Política de Resíduos Sólidos, principalmente no tocante a cobrança dos serviços e incentivo à redução da geração na fonte e suas relações com as políticas fiscal e econômica. Apresenta também sugestões sobre a organização de serviços de coleta seletiva. Aponta a necessidade de ações para capacitação industrial para processamento do material e para a oportunidade de geração de empregos relacionada à atividade de preparação do material para fusão. Propõe temas para pesquisas futuras que podem complementar e tornar mais objetivos os dados quantitativos, econômicos e tecnológicos a respeito da questão

Check Also

Novo sistema de câmeras já reduz descarte irregular de lixo na região

Monitoramento implantado em Novo Hamburgo mudou a realidade de um dos principais pontos de descarte irregular da cidade geison.concencia@gruposinos.com.br Quem passa pela esquina das ruas Juarez e Carlos Reinaldo Schmenes, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, dificilmente imagina que, até poucos meses atrás, a calçada era tomada por sacos de lixo, móveis velhos, restos de construção e outros resíduos descartados de forma irregular. O ponto, conhecido pelos moradores pelo acúmulo constante de entulhos, mudou de cenário após a instalação de uma câmera de videomonitoramento voltada à fiscalização ambiental.