Um dos temas ambientais mais destacados na agenda de discussão sobre meio ambiente
refere-se aos resíduos sólidos, sobretudo nos grandes centros urbanos. Diferentes estudos e
publicações científicas têm enfocado variados fenômenos relacionados à geração, coleta,
disposição e reciclagem do lixo urbano. Assim, o presente artigo se volta à discussão da
reciclagem, a partir da análise do caso da embalagem PET (Politereftalato de Etileno), de
forma a problematizar os fatores impulsionadores e limitadores da expansão dessa estratégia
de gestão ambiental no cenário brasileiro. Com múltiplas ampliações na produção industrial,
o PET tornou-se nos últimos anos presença constante no cotidiano dos consumidores,
colocando importantes desafios para o entendimento da complexa cadeia de reciclagem e das
possibilidades de avanço de práticas e políticas de gestão ambiental. Foram adotadas
diferentes estratégias para a construção do estudo, envolvendo fontes secundárias produzidas
por órgãos públicos e instituições especializadas além de entrevistas semi-estruturadas. Os
resultados apontam avanços significativos para o volume de PET reciclado, a partir da
ampliação do número de organizações envolvidas nas diferentes etapas da cadeia de
reciclagem. No entanto, ainda se encontram importantes desafios a serem superados no que
diz respeito às normas de regulação da atividade, às estratégias de inovação tecnológica e
gerencial, e sobretudo, às interações dos atores na cadeia.
Palavras-chave: Embalagem PET, Reciclagem, Gestão Ambiental.
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