Reciclagem, nem sempre uma ação ecológica

No incentivo à prática da reciclagem, em várias cidades dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, a população é instada a levar os materiais passíveis de aproveitamento contidos no seu lixo doméstico (vidros, plásticos, papeis e papelão, metais, etc.) a depósitos especiais, geralmente grandes contêineres de plástico colorido instalados em locais públicos, de onde são removidos para outros centros de triagem ou indústrias, que irão aproveita-los na fabricação de novos produtos. Vamos imaginar que uma determinada residência esteja a 10 quilômetros de um destes coletores de reciclados. Se algum morador usar o seu carro exclusivamente para levar os seus produtos até lá, poderá estar cometendo um ato antiecológico, pois o combustível derivado do petróleo que estará consumindo neste deslocamento provavelmente contem mais energia do que a que se irá economizar com a reciclagem daqueles materiais, que com a melhor das intenções, separou em sua casa. Além disso, devemos ainda considerar a poluição que o uso do seu automóvel certamente causará à atmosfera. Outro exemplo mau sucedido ocorreu na cidade de Lodz, na Polônia, onde vários contêineres foram instalados em diversos pontos da cidade para receberem os diversos materiais recicláveis. O resultado foi que todo o tipo de resíduo foi nelas vazado, pois como a maioria da população não possui carro próprio, levar os produtos separados em diversos sacos usando-se ônibus, até encontrar os contêineres públicos, é um esforço grande demais para o cidadão comum, que além disso, mora em apartamentos pequenos, sem local adequado para armazenar estes materiais por muito tempo

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