Região de Campinas lidera produção diária de biometano no estado de SP | G1

Região de Campinas lidera produção de biometano em SP, mas moradores reclamam de cheiro

Uma pesquisa da Fundação Seade mostrou que a produção de biometano aumentou no estado de São Paulo, e que a região de Campinas (SP) lidera como a responsável pelo maior volume diário de produção, com 47% da produção estadual.

O destaque é o Aterro Sanitário de Paulínia (SP), considerado o maior do Brasil, que recebe cerca de 4,5 toneladas de lixo doméstico por dia, vindas de 28 cidades paulistas.

Desde o início do ano, o local abriga também uma usina de biometano, que produz cerca de 110 mil metros cúbicos de gás por dia. Quando estiver em plena operação, o espaço terá a capacidade de dobrar esse número para 220 mil.

Vizinhos da usina afirmam conviver há anos com o mau cheiro. Um dos moradores afirma ter identificado gases não descritos na legislação saindo da produção da usina de Paulínia.

Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) disse que acompanha operação da fábrica e fiscaliza o cumprimento das normas ambientais previstas no licenciamento, incluindo aquelas relacionadas ao controle de odores.

A produção de biometano no estado saltou de 1 milhão para mais de 42 milhões de metros cúbicos entre 2002 e 2025, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. Segundo projeções do governo, o estado de São Paulo pode chegar a produzir 685 mil metros cúbicos do gás diariamente ao longo dos próximos meses.

No caso da região de Campinas, a diretora de operações da empresa que administra a usina em Paulínia, Catarina Amaral, explica que a produção é alta por conta do volume de destinação ao aterro da cidade. Vários municípios deixam os resíduos urbanos em Paulínia.

Carlos Alexandre Silva, especialista em sustentabilidade e presidente da Federação Nacional de Conselhos do Meio Ambiente, afirma que a produção do metano renovável a partir do lixo é positiva para os recursos naturais e a economia.

O engenheiro mecânico Fernando Britto, vizinho da usina, montou uma estaç…

Leia a matéria na íntegra:
Região de Campinas lidera produção diária de biometano no estado de SP | G1

Check Also

Aumenta la acumulación de basura en las calles de Cuba

Mientras las temperaturas ascendían en los últimos días y se acercaba la temporada de lluvias, un creciente desasosiego comenzó a apoderarse de los vecinos de la calle Belascoain, en La Habana. Sobre el asfalto de la calle, un basurero improvisado iba creciendo. En la pila de desperdicios había bolsas rotas, papeles, cartones, escombros y sobras de alimentos pudriéndose. Moscas y gatos rondaban mientras el hedor era esparcido por la brisa del cercano mar. Al bloqueo energético que provoca en Cuba cortes de luz de 20 horas, la falta de agua y de transporte y la semiparalización de la vida doméstica, se sumó en las últimas semanas la ingente acumulación de basura en algunos puntos de La Habana y las principales ciudades del país. Debido a la escasez del servicio de recogida de basura, los vecinos comenzaron además a quemarla provocando destrozos en la infraestructura pública y disparando la preocupación de autoridades y expertos por sus efectos insalubres. Este adverso contexto ha dado pie, no obstante, al nacimiento de algunas iniciativas ciudadanas para combatir la acumulación de los desechos. “Estamos frente al Hermanos Ameijeiras, un hospital famoso en este país”, dijo a The Associated Press María Odalys Ramírez mientras elevaba la vista al edificio que se erige con sus 24 pisos en el corazón del municipio de Centro Habana. El centro médico colinda con el vertedero sobre la calle Belascoain. “Lo que usted está mirando es deprimente. La situación que hay con la basura en esta zona, las moscas, la insalubridad, las ratas”, se lamentó Ramírez, una ama de casa de 63 años que, apenas abre la puerta de su casa cada día, se topa con pilas de desperdicios. Los desechos se acumulan cerca de escuelas, restaurantes y paradas de taxis. Hay calles parcialmente bloqueadas por la basura, mientras automóviles, bicis y peatones pasan esquivándola. Los vecinos se quejan de que los camiones recolectores trabajan irregularmente.