Sacolas de plástico oxi-degradável recebem criticas de estudo realizado pelo governo do Reino Unido

As Chamadas sacolas de plástico "oxo-degradável" utilizados pelos principais supermercados do Reino Unido não se esfarelam (quebram) tão rapidamente quanto se acreditou e não podem ser consideradas amigas do meio ambiente, de acordo com um relatório recentemente publicado pelo Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA). O estudo de 104 páginas sobre os plásticos "oxo-degradáveis", muitas vezes rotulados como degradável ou biodegradável, revelam que há incertezas sobre seu impacto sobre o ambiente natural.

Entre as principais conclusões:

“A incorporação de aditivos em derivados de petróleo que fazem com que os plásticos se submetam a degradação acelerada não melhora o seu impacto ambiental e, potencialmente, dá origem a certos efeitos negativos”.

“Os plásticos oxi-degradáveis não são biodegradáveis, de acordo com normas internacionais EN13432 e ASTM D6400. Plásticos oxi-degradáveis não devem ser incluídos nos resíduos que vão para a compostagem, porque os fragmentos remanescentes do plástico após o processo de compostagem podem afetar negativamente a qualidade e a negociabilidade do composto”.

E finalmente:

“Pensa-se que a rotulagem de plásticos oxi-degradáveis como biodegradável pode levar a confusão por parte dos consumidores, que podem assumir que os plásticos biodegradáveis são compostaveis. Isso pode levar à contaminação da compostagem de resíduos de fluxo com plásticos oxi-degradáveis.”

Clique aqui para ler o relatório completo (Em inglês)

Fonte:greenwashingspy.com
Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

Check Also

Novo sistema de câmeras já reduz descarte irregular de lixo na região

Monitoramento implantado em Novo Hamburgo mudou a realidade de um dos principais pontos de descarte irregular da cidade geison.concencia@gruposinos.com.br Quem passa pela esquina das ruas Juarez e Carlos Reinaldo Schmenes, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, dificilmente imagina que, até poucos meses atrás, a calçada era tomada por sacos de lixo, móveis velhos, restos de construção e outros resíduos descartados de forma irregular. O ponto, conhecido pelos moradores pelo acúmulo constante de entulhos, mudou de cenário após a instalação de uma câmera de videomonitoramento voltada à fiscalização ambiental.