Em virtude de poucas pesquisas terem sido realizadas para a recuperação de áreas de lixão e aterro controlado
desativadas, o presente estudo teve como objetivos: i) avaliar a sobrevivência de espécies arbóreas nativas e da
gramínea vetiver em área de lixão com 40 cm de solo sobre os resíduos sólidos urbanos em decomposição, e ii)
selecionar espécies para serem utilizadas na recuperação das áreas degradadas de lixões. A sobrevivência de
espécies foi avaliada nas leguminosas arbóreas Eritrina speciosa (molungo), Eritrina falcata (moxoco),
Schizolobium parahyba (guapuruvu), Bauhinia forficata (pata-de-vaca) e Senna multijuga (cássia-carnaval),
nas espécies arbóreas nativas Tibouchina sellowiana (quaresmeira), Solanum pseudoquina (jurubeba), Solanum
granuloso-leprosum (capoeira- branca), Lithraea molleoides (aroeira-brava), Schinus terebinthifolius (aroeiravermelha) e Eremanthus erytropappus (candeia) e na gramínea Vetiveria zizanioides (vetiver). Das 12 espécies
estudas apenas 25% apresentaram percentuais de sobrevivência superior a 50%: Vetiveria zizanioides (92%),
Erytrina falcata (72,2%) e Schinus terebinthifolius (66,7%). Dentre as 11 espécies arbóreas estudadas, as que
mais se destacaram nos parâmetros avaliados (Sobrevivência, DAS e H) foram Erytrina falcata e Schinus
terebinthifolius. As espécies Vetiveria zizanioides, Erytrina falcata, Schinus terebinthifolius, Bauhinia forficata,
Lithraea molleoides e Erytrina speciosa podem ser utilizadas na recuperação de áreas de lixões por ter se
destacado em pelo menos um dos parâmetros avaliados: sobrevivência, altura ou diâmetro a altura do solo.
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