Um projeto inédito no mundo propõe evitar os enormes danos ambientais e as perdas econômicas causadas pela fabricação de pranchas de surfe na Grande Florianópolis. O estudo prevê a instalação de um centro comunitário de reciclagem para aproveitar os 70% dos resíduos desperdiçados no processo de produção desses artigos.
Atualmente, em todo o mundo, de 10,88 quilos de material para a fabricação de pranchas apenas 3,17 quilos são aproveitados no produto final. A estimativa anual da perda de materiais na fabricação de pranchas de surfe no país é de 381 toneladas, o equivalente a US$ 7 milhões. Somente na Grande Florianópolis existem cerca de 50 fábricas de pranchas e o desperdício no ano passado foi de 107 toneladas.
O pior de tudo é que esses resíduos tóxicos e inflamáveis, considerados perigosos por conterem poliuretano, resina de poliéster e fibra de vidro, são descartados em lixões ou aterros sem um tratamento específico, causando assim impactos ambientais e malefícios para a saúde pública
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