Teste com sacolas biodegradáveis revela degradação insuficiente

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) testou quatro tipos de sacolas de supermercado biodegradáveis e identificou que nenhuma delas pode ser considerada de fácil biodegradação. Participaram da pesquisa as de papel, plástico comum, amido de milho e oxibiodegradáveis.

Segundo a determinação do Teste da Biodegradabilidade Imediata pela Medida do Dióxido de Carbono Desprendido em Sistema Aberto (Norma IBAMA – E.1.1.2. – 1998), biodegradável é todo material cujo conteúdo orgânico se transforma em água e gás carbônico (no mínimo 60%), em até 28 dias. Compostável, por sua vez, é o material que se biodegradou e gerou húmus com ausência de metais pesados e substâncias nocivas ao meio ambiente, que permitem a germinação e o desenvolvimento normal de plantas.

E o resultado do estudo, contratado pela Rede Globo de Televisão, revelou que nenhuma das sacolas chegou perto de atingir essa porcentagem de degradação. As de papel biodegradaram cerca de 40%, as de plástico comum 30%, as de amido de milho (feitas de fontes retornáveis) 15%, e as oxibiodegradáveis (que recebem aditivos para se degradarem mais rápido) apenas 2%. A margem de erro desses dados é de 10%.

Para simular a ação do meio ambiente e determinar as porcentagens, as embalagens foram imersas em uma solução mineral com microorganismos presentes no solo, em lagos e no lodo. Assim, as sacolinhas não seriam a única substância orgânica fonte de alimento das bactérias, e o teste intensifica o resultado que seria obtido na natureza.

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