TRATAMENTO DE RESÍDUOS ELETRÔNICOS

Nas últimas décadas, a indústria eletrônica vem revolucionando o mundo, em virtude da importância que esses equipamentos vem ocupando na vida moderna, dentre os quais: impressoras, máquinas de lavar, frigoríficos, televisores, computadores pessoais etc. A quantidade de aparelhos colocados no mercado cresce, vertiginosamente, a cada ano, tanto em países industrializados como em países em via de industrialização (UNEP, 2009). Com o ritmo acelerado da inovação tecnológica, o tempo necessário para que os equipamentos provenientes da indústria eletro-eletrônica alcancem a obsolescência vem sendo reduzido para períodos consideravelmente menores transformado-se em sucata tecnológica e sendo, futuramente, descartados em lixos sanitários ou incinerados (SILVA et al., 2007). Estimativas realizadas pela UNEP (2009) indicam que o montante de resíduos eletrônicos, gerados em todo o mundo anualmente, é de aproximadamente 40 milhões de toneladas.

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Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.