A Unilever vem, há dois anos, despertando a atenção dos brasileiros para o valor da reciclagem dos tubos laminados de creme dental. Feitos com polietileno de baixa densidade, eles podem ser reaproveitados na produção de itens para a construção civil e também na fabricação de móveis e objetos. O trabalho começou com a reciclagem das rebarbas descartadas na unidade de Vinhedo (SP) e depois foi estendido às embalagens pósconsumo.
Hoje, três empresas – Reciplac (de São Paulo), Ecotop (de São Paulo) e Ibicunha (do Paraná) – utilizam esses resíduos como matéria-prima para a fabricação de telhas e placas, que servirão para a produção de móveis de escritório, mesas, cadeiras, porta-lápis e uma infinidade de peças que são produzidas pela Etz Hadar, de Monte Mor (SP).
Com essa iniciativa, a Unilever reduziu em 17 toneladas por ano o envio de embalagens de creme dental para os aterros sanitários.
“O grande desafio está em conscientizar a população sobre as vantagens da reciclagem das bisnagas e difundir seu valor em toda a cadeia de coleta seletiva”, afirma Juliana Nunes, gerente de Assuntos Socioambientais da Unilever e presidente do Cempre.
Sustentabilidade
A divulgação é feita por meio das estações de reciclagem Pão de Açúcar Unilever (pontos de entrega voluntária instalados na Grande São Paulo, Campinas, Campos de Jordão e Brasília) e da exposição de móveis e objetos em escritórios e feiras (como no estande da Unilever no último Recicleshow).
“Trata-se de uma linha alternativa, resistente e que estimula a consciência ambiental”, comenta José Francisco Fornel de Oliveira, sócio da Etz Hadar. “Esse processo é um exemplo de sustentabilidade: além de gerar novos produtos, possibilita economia de recursos, estimula a criação de novos empregos e contribui para a preservação ambiental”, conclui Juliana
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