Versão de caça-níqueis utiliza latas recicláveis

TERESA MENEGHEL/GP

(MARINGÁ) Um comerciante de Maringá inventou a versão ecológica da máquina caça-níquel. É a caça-latas, uma máquina de aposta que, no lugar de moedas, aceita latinha de cerveja ou refrigerante vazia e sorteia prêmios que variam entre R$ 0,10 e R$ 5. Dois protótipos, instalados para testes num clube e num bar da cidade, estão chamando a atenção. Em dois dias, uma das máquinas arrecadou 3 mil latinhas, o equivalente a 50 quilos de alumínio reciclável. O dono da idéia, José Luiz Zanco, diz que seu invento é um sucesso porque oferece lazer em troca de lixo. “As pessoas se divertem com as apostas e ainda ajudam a manter o ambiente limpo”, explica.



O comerciante diz que conseguiu desenvolver o invento com a ajuda de um torneiro mecânico e um engenheiro eletrônico. Ao todo, foram 12 meses de testes até finalizar o invento, cuja patente foi registrada em março passado.



A máquina possui sensores que reconhece o alumínio, aciona uma prensa e em seguida ativa o sistema de apostas. A cada 60 latinhas que engole (1 quilo de alumínio), a caça-lata paga R$ 2,50 em prêmios.



Segundo Zanco, a máquina tem programação matemática para pagar 100% das latinhas, mas possui regulagem para pagar apenas 75% e 50%. “Mas ao contrário das caça-níqueis, não causa dano financeiro porque a pessoas não está apostando dinheiro, mas a lata que iria para o lixo”.



Além dos dois protótipos, outras oito máquinas já estão sendo produzidas. O plano do comerciante é espalhar 60 caça-latas na região, nos próximos meses. A partir daí, produzir em escala industrial e fornecer para todo o País. Cada unidade custaria R$ 4 mil.





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