Brasil recicla 2,1 milhões de latas de alumínio por hora

Publicado em 01 de Novembro de 2012.
É um dado absolutamente fantástico e que representa o quanto o Brasil tem evoluído, ao nível da reciclagem, nos últimos anos, apesar de muito trabalhar estar ainda por fazer. Segundo a Abal (Associação Brasileira de Alumínio) e a Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), o Brasil reciclou em 2011 cerca de 18,4 mil milhões de latas de alumínio.
Ou seja, o correspondente a 50,4 milhões de latas por dia ou 2,1 milhões a cada hora.
Ao todo, foram reutilizadas 98,3% das embalagens de bebidas consumidas, uma taxa que coloca o País na liderança mundial, quando em 2001 ocupava a vice-liderança.
Assim, o Brasil passou de 77,7% para 98,3%, superando o Japão, que também cresceu: de 80,6% para 92,6%. Segue-se a Argentina, que quase duplicou a taxa de reciclagem de latas de alumínio – dos 50% para os 91,1% – e os Estados Unidos, que subiram ligeiramente, de 62,1% para os 65,1%.
De acordo com estes dados, a Europa recicla 66,7% das latas de alumínio.
Segundo a Exame brasileira, o negócio de recolha de latas de bebidas de alumínio injectou R$ 645 milhões (€245 milhões) na economia do País. Por consumir apenas 5% de energia eléctrica, quando comparado ao processo de produção de metal primário, a reciclagem dos 248,7 mil milhões de toneladas de latas proporcionou uma economia de energia equivalente ao consumo anual de 6,5 milhões de pessoas, ou dois milhões de residências.

Check Also

Nepal começou a encher ruas com toneladas de resíduos plásticos com um objetivo: tornar-se mais sustentável

Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.