ATERROS SANITÁRIOS
Adicionalidade em projetos de MDL
O presente estudo tem por foco abordar alguns dos pontos controversos relacionados ao critério da adicionalidade, exigido para a elegibilidade de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Buscou-se apresentar o conceito deste instrumento jurídico internacional, bem como tratar as principais conseqüências da imposição de barreiras para seu uso.
ESTUDO DA VIABILIDADE DO USO DO RESÍDUO FOSFOGESSO COMO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
O reaproveitamento do resíduo fosfogesso, gerado na produção de ácido
fosfórico a partir do beneficiamento de uma rocha fosfatada, é extremamente
importante tanto do ponto de vista econômico-social quanto em relação à
preservação ambiental, por se tratar de um resíduo abundante e cuja utilização
poderá minimizar, ou até extinguir, a exploração de jazidas naturais de gesso.
O gesso é um material muito utilizado na construção civil, tendo como
principais aplicações: a execução de revestimento de paredes; a fabricação de
cimento e na produção de artefatos (placas, blocos, divisórias, molduras, etc).
A utilização do fosfogesso em substituição ao consagrado e eficiente gesso
natural, indicia ser viável e de extrema importância, uma vez que associa um
material muito consumido pela indústria da construção civil, e um resíduo
gerado em abundância e que, atualmente, não têm uma destinação final
apropriada, em consonância com as exigências e a legislação ambientais em
vigor.
O presente trabalho objetiva estudar e analisar a viabilidade técnica, com
algumas conotações de cunho econômico, a substituição total ou parcial do
gesso natural pelo fosfogesso na fabricação de materiais a serem empregados
na construção civil. Para tal fim, foram realizados ensaios de caracterização
físico–química do material, bem como ensaios mecânicos, tanto no fosfogesso
quanto no gesso usualmente utilizado nas obras e construções.
A partir dos resultados apresentados foi possível observar que, a utilização do
resíduo fosfogesso, como material de construção em substituição ao gesso
natural, é extremamente viável.
Produção de gesso reciclado a partir de resíduos oriundos da construção civil
Comparado com outros ligantes como cimento Portland e mesmo cal; o gesso apresenta muito maior eficiência energética; visto que pode ser obtido em temperaturas inferiores a 160°C. No seu processamento; ele lança na atmosfera vapor d´água; contrariamente aos dois primeiros produtos citados que emitem CO2 no seu processo de fabricação. No entanto; sendo um sulfato de cálcio que apresenta certa solubilidade em água; a deposição irregular de seus resíduos pode contaminar solos e águas. A resolução 307/02 do Conselho Nacional do Meio Ambiente considera o gesso como material classe C; ou seja; aquele que gera resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam uma reciclagem. Urge então reverter essa situação e encontrar formas de se minimizar a dispersão dos resíduos de gesso no meio ambiente. Uma delas é justamente promover o reaproveitamento desses resíduos. Neste trabalho foi estudada a possibilidade de obtenção do gesso a partir de resíduos de quatro de suas aplicações na construção civil: revestimento de alvenarias; placas de forro; peças de decoração; moldes para cerâmica. Inicialmente foi quantificado o volume de resíduos de gesso gerados na Região Metropolitana do Recife. Em seguida foram coletados os quatro citados tipos de resíduos. Estes materiais foram beneficiados em Laboratório e recalcinados. Em seguida foram feitos os ensaios de caracterização de suas propriedades químicas; físicas e mecânicas. Os resultados de difractometria de raios X mostraram muita semelhança entre os resíduos de gesso e a gipsita. O mesmo ocorre com as resistências mecânicas. Apesar de algumas diferenças em outras propriedades (como tempos de inicio e fim de pega) os resultados deste trabalho apontam para a possibilidade de se obter gesso a partir dos resíduos gerados na indústria da construção civil;devendo-se ter o cuidado de separar nas obras esse material de contaminações com outros resíduos de construção.
ESTUDO DA VIABILIDADE DO REAPROVEITAMENTO DE GESSO –QUEIMA LENTA
A hidratação do gesso se dá no momento
de sua utilização na presença de água. A rapidez
com que a reação ocorre proporciona um grande
desperdício de material. O resíduo de gesso é um
material tóxico, que libera íons Ca2+ e SO4
2- alterando
a alcalinidade do solo e contaminando lençóis
freáticos, por isso um estudo da viabilidade do reaproveitamento.
O objetivo deste trabalho foi verificar
a viabilidade da reciclagem do resíduo de gesso. A
metodologia consistiu na coleta, moagem e requeima
do resíduo de gesso, de forma a tentar obter-se um
gesso reciclado para uso em construção civil. O material
obtido foi submetido a ensaios de caracterização
física e mecânica. Os resultados obtidos foram
comparados com as características mínimas exigidas.
Os resultados apontam para viabilidade técnica
do reaproveitamento do material como gesso para
fundição.
Gesso reciclado pode reduzir danos ambientais
Alternativa com vantagens
econômicas e ambientais, a reciclagem
de gesso está deixando de
ser um objetivo distante para se
tornar uma realidade. Um grupo
de professores e estudantes do
DEQ está começando a produzir
gesso reciclado a partir de resíduos
de construções e de demolições
(RCD). A proposta é reduzir
os danos ao meio-ambiente causados
por esses resíduos, que, diante
das limitações da tecnologia atual, são
jogados em aterros sanitários ou
usados posteriormente como fertilizantes.
Pretende-se, também, com o
desenvolvimento desta pesquisa,
atender a Resolução 307/02 do Conselho
Nacional de Meio Ambiente
(Conama), que enquadra o gesso
como material de classe C, ou seja,
considera-o como resíduo, sobra da
construção civil para os qual não foram
desenvolvidas tecnologias ou
aplicações tecnicamente viáveis que
permitam a sua reciclagem ou recuperação.
EFEITOS DO RESÍDUO DE GESSO DA INDÚSTRIA CERÂMICA SOBRE AS PROPRIEDADES QUÍMICAS DO SOLO
O GESSO E O MEIO AMBIENTE
VIABILIZAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA DA RECICLAGEM DOS RESÍDUOS DE GESSO
Após a instauração da resolução nº 307 do CONAMA, a necessidade de reciclar os resíduos da construção civil tornou-se ainda mais visível. Tratando-se do gesso, que é um material proeminente na construção brasileira, é interessante reaproveitar o rejeito visto que as maiores reservas de matéria-prima não se encontram próximas dos centros consumidores. O trabalho visou avaliar se a reciclagem do gesso é viável, em relação as propriedades do material e à viabilidade econômica do processo. O material coletado dos resíduos de obras correntes foi submetido a duas temperaturas de desidratação, observando suas características frente às do gesso comercial nos traços mais comumente utilizados na construção civil. Os aspectos técnicos avaliados foram as propriedades físicas e mecânicas para o gesso reciclado e comercial. Quanto ao aspecto econômico, foram visitadas diversas obras e por meio de medições foram obtidos os coeficientes de consumo do material e desperdício, por metro quadrado. O resultado obtido demonstrou que as propriedades do novo material se assemelham e até são mais favoráveis em relação ao gesso comercial e que a quantidade de resido de gesso hidratado gerado é grande, favorecendo o processo de reciclagem.
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