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Incineraçâo de resíduos sólidos de serviço de saúde : análise térmica
Foram realizados estudos em um incinerador que atende um campus universitário constituido por diversos
setores, incluindo um hospital e clínicas de atendimento público, abrangendo diversas áreas das
reabilitações odontológica, buco-facial e fonoaudiológica. O incinerador estudado é do tipo estático, com
capacidade nominal de 25 kg/dia. O incinerador em questão foi monitorado, com a realização de
levantamentos do desempenho, através da medição de temperaturas nas câmaras internas, do consumo
de combustível e das técnicas operacionais em andamento. Incluiu-se nas técnicas operacionais a
organização do sistema de coleta interna de resíduos sépticos. As temperaturas obtidas no processo de
incineração, mesmo que dentro dos intervalos de tempo limitados, foram compatíveis, na maioria das
vezes, com aquelas descritas em bibliografia como eficazes na inibição de formação de dioxinas e furanos.
O consumo energético do sistema, inicialmente elevado poderá ser reduzido, desde que alguns
procedimentos sejam estabelecidos: carga adequada de resíduos por queima, abertura variável das
válvulas que regulam o ar de combustão, como uma função do tempo e tipo de resíduo sendo incinerado,
distribuição adequada dos bicos injetores de GLP e também a regulagem de seu fluxo à câmara principal e
ao pós-queimador
RSSS: revisitando as soluções adotadas no Brasil para tratamento e destino final
O presente artigo apresenta uma caracterização das alternativas tecnológicas mais empregadas no tratamento e destino final da parcela infectante de resíduos sólidos de serviços de saúde (RSSS) no País, visando caracterizá-las quanto aos aspectos conceituais, aperacionais e financeiros, à luz da literatura existente sobe o tema, no sentido de verificar a adequação do emprego de tais tecnologias. A pesquisa utilizou como ferramenta metodológica auxiliar, o método Delphi, com a composição de um painel com 31 especialistas nacionais no assunto, que, a partir de rodadas sucessivas de consultas a respeito do tema tratado, norteraram o direcionamento a ser dado à caracterização das alternativas de tratamento. Esse procedimento a conduziu à escolha das valas sépticas, plasma térmico, incineração, esterilização em autoclave, desinfecção por gases e pirólise, como as alternativas de tratamento e disposição final de RSSS a serem estudadas. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que não há alternativa única de tratamento e sim composições adequadas a cada situação, de forma que o enfoque a ser dado ao tratamento e disposição final dos RSSS privilegie o emprego de tecnologias de menor custo de implantação e operação, e de mais fácil controle operacional, podendo até ser admitida uma menor garantia quanto à preservação ambiental, em favor da exeqüibilidade das soluções
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