O reaproveitamento das garrafas PET, além de preservar o meio ambiente, também gera ganho social, inserindo no mercado de trabalho formal pessoas com baixa escolaridade.
"A reciclagem tem que estar associada à educação ambiental, com campanhas educativas", disse o gerente-geral da fábrica da Bidim, em São José dos Campos, Carlos Caldeira.
A empresa compra o produto de várias partes do país, de acordo com a oferta, segundo Caldeira. Mas, se houvesse um fornecimento regular na região, os custos provavelmente seriam menores.
A Bidim tentou em vão mobilizar os moradores da Vila Rhodia, localizada ao lado da fábrica, para coletar as garrafas nas áreas próximas. Hoje, a maioria dos fornecedores é de Pernambuco, Pelotas (RS) e municípios paulistas.
Tintas – A PET é hoje a matéria-prima mais importante também na produção de tintas. A Basf, em Guaratinguetá, utiliza para fabricar resinas. O reaproveitamento das garrafas, que levariam centenas de anos para decomposição, diminui o impacto ambiental.
A empresa aponta como principais vantagens a redução de custo e consumo de matérias-primas não-renováveis. O consumo de água no processo de produção também é menor, cerca de 40%, além da geração de emprego.
A Basf calcula que 500 pessoas com baixo grau de escolaridade tenham sido beneficiadas em toda cadeia de reciclagem de PET.
Em 2002, a Basf consumiu 50 milhões de garrafas PET para a produção de 18 mil toneladas de resinas, que geraram uma economia de R$ 3 milhões com matéria-prima.
Entre 2003 e 2004, foram produzidas 24 mil toneladas de resinas por ano, que consumiram um total de 120 milhões de garrafas.
Fonte: Jornal Vale Paraibano – SP
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