Moradores dos depósitos de lixo do Cairo: um modelo toxicológico in vivo?

Marth E, Sixl W, Bencko V, Medwed M, Lapajne S, Voncina E, Brumen S

Nas redondezas da cidade do Cairo, há aproximadamente 40.000 pessoas vivendo nos depósitos de lixo. Essas pessoas formam um grupo fechado que têm os mesmos problemas socioeconômicos. Os poluentes são distribuídos de forma igual para todos. Aproximadamente 30 por cento do lixo na área poluída, o qual não pode ser reciclado, é queimado, ocasionando altas taxas de poluentes no meio ambiente. As concentrações de metais pesados, dioxinas/furanos, PCB e PAH em depósitos de pó e no solo foram medidas, assim como as concentrações dos poluentes do ar como o SO2, HCl e o CO. Mostrou-se que, enquanto o sistema imunológico sistêmico é afetado apenas em pequenas proporções, a imunoglobulina A secretória é fortemente afetada pelas emissões desses poluentes. Isso pôde ser demonstrado também através da maior propensão às doenças alérgicas respiratórias, através do teste de membranas mucosas hiperreativas. Em regiões poluídas, 58% das crianças examinadas estavam afetadas, ao passo que em áreas de controle apenas 22% mostraram membranas mucosas hiperreativas. Da mesma forma, a concentração sérica de ácido N-acetil-N-neuramínico (NANA), usado como um marcador inespecífico de irritação celular, estava alta no soro das crianças da área poluída. A maioria dos poluentes detectados podem também ser observados nas regiões industrializadas, especialmente quando combinadas às instalações de incineração

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