Uma réplica da fragata inglesa teve suas velas construídas com plástico reciclado de garrafas.
Nem sempre garrafa plástica boiando no mar é sinal de sujeira. Depois de reciclada, ela pode fazer parte das velas de um navio. A empresa DuPont dos Estados Unidos juntou 126 garrafas de refrigerante, recolhidas em usinas de compostagem de lixo, a um polímero empregado em pára-lamas de automóveis, para fabricar 500 metros quadrados de poliéster. Seu destino: o fabrico de dezessete velas para serem usadas na réplica restaurada do HMS Rose, uma fragata usada pela Marinha inglesa na disputa por colônias na América e Índia, no século XVIII.
O polímero dos pára-lamas foi transformado em resina por meio de um processo que retira as impurezas do material e quebra a estrutura até chegar à unidade molecular básica. Depois disso, foi misturado com o plástico das garrafas trituradas, produzindo um fio de poliéster 100% reciclado. A tecelagem da fibra foi feita na fábrica Warwick Mills, em New Hampshire, que na década de 30 teceu um dos mais famosos fios da DuPont: o náilon.
Check Also
Nepal começou a encher ruas com toneladas de resíduos plásticos com um objetivo: tornar-se mais sustentável
Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.
Web-Resol Tudo sobre Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos!