Reciclagem de celulares

Quando se fala em "lixo eletrônico", muitas vezes se pensa em computadores, e algumas vezes em TVs e outros aparelhos. O que passa em branco é que hoje em dia os eletrônicos estão em toda parte: aparelhos de som, rádios-relógio, até mesmo alguns eletrodomésticos de cozinha já contam com algum tipo de componente eletrônico. No estudo sobre lixo eletrônico, a Kiki Mori dá um exemplo: chamou um técnico pra consertar a máquina de lavar roupa e ele trocou alguns componentes eletrônicos.

Pois outra classe de dispositivos que contribui bastante para a quantidade acumulada de lixo eletrônico no mundo são os telefones celulares. Não encontrei dados definitivos, mas acredito nas estimativas de que já existam dois bilhões de celulares no mundo, quase oitenta milhões no Brasil. Todos, sem exceção, com baterias e um monte de elementos tóxicos. Por isso são louváveis iniciativas como a que foi divulgada essa semana (via Dani) pela Claro, de instalar urnas coletoras de celulares usados em suas lojas:

Segundo a empresa, é possível depositar material de qualquer fabricante nas urnas. A Claro afirma que, até o início do segundo semestre, vai oferecer urnas de reciclagem em 3,3 mil pontos, o que incluirá as lojas de revenda da operadora.

O material depositado será recolhido pela GM&C, empresa contratada pela Claro para processar o lixo eletrônico.

Eu não conhecia essa empresa, e fui pesquisar. Encontrei o site deles.



A GM&C se especializou nas leis ambientais aplicáveis no Brasil e no transporte, manuseio, armazenamento, tratamento e destinação final desses resíduos e daí então veio a nossa preocupação com o nosso meio ambiente, preservação da natureza e com os recursos naturais.

Eles dizem realizar o processo de trituração de lixo eletrônico e encaminhá-lo para parceiros:

A destinação final dessa desmontagem e separação dos resíduos é encaminhada para reprocessamento e reciclagem junto aos parceiros homologados pela Área de Meio Ambiente da GM&C e também licenciados pelo Ibama e Cetesb.

Outra vez volto ao estudo do Greenpeace, que menciona na página sobre comportamento das grandes empresas que a Nokia tem uma boa atuação em relação a químicos tóxicos, mas perde alguns pontos exatamente nas políticas de recebimento e reciclagem.

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