APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DE FIBRA DE VIDRO PROVENIENTES DE INDÚSTRIAS DA PARAÍBA NA PRODUÇÃO DE COMPÓSITOS

Com o crescente aumento da produção e do consumo mundial de produtos industrializados, a reciclagem de materiais tornou-se uma das mais importantes atividades de controle ambiental agregando valores econômicos e desenvolvimento tecnológico. Atualmente, sabe-se que de todo lixo produzido, os resíduos provenientes do comércio e da indústria chegam à cerca de 50% da composição dos aterros sanitários, mesmo assim o foco tem sido concentrado nos resíduos sólidos produzidos em residências [1].
Dentre os materiais presentes nos aterros, os plásticos têm despontado como o vilão, sobretudo por terem uma vida útil longa e apresentarem um grande volume de descartáveis de tipos diferentes, muitos dos quais incompatíveis entre si, dificultando o processo de separação e, conseqüentemente, a reciclagem. Outras dificuldades encontradas são os produtos fabricados com plásticos misturados com determinados tipos de aditivos e/ou cargas, como no caso dos “plásticos reforçados com fibras de vidro”, conhecidos como compósitos [3, 4]. A crescente utilização de compósitos no ramo da engenharia e na produção de bens de consumo oferece uma combinação sem igual de propriedades além de inúmeras vantagens econômicas em relação aos demais materiais competidores [3, 4]. Porém, em alguns processos de fabricação de compósitos, é gerada uma quantidade elevada de rejeitos ou sobras prejudicando o meio ambiente. Portanto, na tentativa de minimizar o volume destas sobras que vão parar nos lixões, alguns trabalhos têm sido desenvolvidos, como exemplos: Risson e colaboradores[2] mostraram que a incorporação de resíduos de laminados de resina poliéster com fibra de vidro, utilizado como reforço em matriz polimérica, apresentaram excelente aspecto, boas propriedades mecânicas com aumento de até 23% na resistência tênsil; Figueiredo [6] utilizou resíduos de produtos produzidos com resina poliéster insaturado incorporada com cargas minerais e fibras de vidro, em novas formulações de BMC (Bulk Molding Compound) e SMC (Sheet Molding Compound). O resultado mostrou que a qualidade

das peças foi inferior às peças produzidas com os produtos virgens, mas com amplas possibilidades de serem utilizados em outras aplicações.

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